Romance de Cavalaria

Saturday, January 31, 2009

Inverno

Ja nao sei se gosto do inverno. 3 e meia da tarde e escurecendo. Parece que o dia acabou e eu com tanta coisa para fazer.

Friday, August 29, 2008

Iniciando uma nova profissão

De doceira! Hahahaha. Sim, é isto mesmo. Tô virando doceira. Não se assustem, amigos, não estou doente. Vou explicar.

Somos em 6 pessoas trabalhando no escritório. Seis e meia, na verdade, porque uma arquiteta está trabalhando part-time após voltar de licença maternidade. Toda semana temos uma reuniãozinha geral, onde a chefa comenta sobre o status de cada projeto e, para adoçar nossa vida, a cada semana uma pessoa é responsável por trazer um bolo (que pode ser pudim, mousse, vale tudo).

Como se não bastasse este mico, todo doce é avaliado por todos e recebe notas, exceto da pessoa que a preparou, óbvio. As notas são escritas em papeizinhos - comentários são obrigatórios! -, a média calculada e as notas do ano mantidas em um arquivo Excel mostrando o ranking.

E comprar algo pronto não vale! A nota para estes casos é zero. Durante a "degustação" tem até um "quizz" (paredão!), no qual as pessoas perguntam quais foram os ingredientes usados, como foi feito, para pegar supostos enganadores.

Vejam abaixo os três doces que já fiz e como são dadas as notas.


O meu cheesecake de framboesa e chocolate que ficou, sério, uma delícia! Fiquei até em primeira posição no ranking por um tempo.



Meu muffin de chocolate com menta, que não ficou perfeito porque eu, super ansiosa, abri o forno antes do tempo e ele murchou :(

Meu tiramissu, que ficou até bom, apesar de não ter ficado tão bonito neste pote.

Uma das notas para o meu cheesecake de chocolate e framboesa. "Another great cheesecake" porque o cara tinha feito um anteriormente.


Tuesday, August 26, 2008

Dublin

Faz tempo que eu queria ir para Dublin, mas sempre deixava para depois. Desta vez deu certo. Combinei com minha chefe em tirar a segunda-feira, dia 11/08, de folga, entao peguei o aviao no sabado de manha e 50 minutos depois, ja estava na capital dos bebuns da Europa (alias, quem nao eh bebum na Europa?).

Cheguei la com um mau humor do cao. Pudera, peguei o voo das 6h25min da manha da Ryanair - era o mais barato - ou seja, nao dormi. E nao dormir, para mim, significa o apocalipse, o fim do mundo, a 3ª Guerra Mundial.

A primeira impressao que tive da Irlanda nao foi boa. Apesar do tempo estar razoavelmente bom aqui na Inglaterra nos ultimos dois meses (razovelmente bom significa algo entre 22 a 25oC, e chuvas frequentes - obvio), o tempo em Dublin estava terrivel. Parecia que uma tempestade cairia. Fiquei na fila da imigracao me lamentando por ter escolhido o fim de semana errado.

Ao chegar a minha vez de mostrar o passaporte, o oficial fez a pergunta basica (o que eu estava fazendo ali e tal). Respondi que estava so passeando e ja emendei se ele sabia se o tempo ficaria daquele jeito ou nao (como sou cara de pau). Ele disse “Aqui na Irlanda nao existe isso de dia de sol!” e deu risada.

Ufa! Ao menos nao escolhi o fim de semana errado! TODOS os fins de semana seriam errados HAHAHAHAHA.

E nesta conversa rapida com o “seu policia” ja deu para perceber que o povo irlandes eh muito mais aberto que o ingles. Qualquer motivo eh motivo para comecar uma conversa. A outra oficial que fazia controle de passaportes tambem estava conversando com o carinha que ela estava checando e dando risada. Ate passar pelo pente fino, na Irlanda, leva a uma conversa amigavel e cheia de risadas.

O mais engracado eh que a fila da imigracao andava. Isso eh o que me encuca aqui no “1º mundo”: as pessoas nao se preocupam muito, vao fazendo seu trabalho sem la muito esforco... mas as coisas funcionam! Eu nao entendo. Se fosse assim no Brasil a fila da imigracao estaria chegando na pista de pouso.

A segunda impressao que tive da cidade (ou a terceira, a primeira seria o tempo horrivel e a segunda, o bom humor irlandes) eh o fato de que eles sao viciados em “bagels”. No aeroporto tinha uma lanchonete especializada nelas e vi varias outras pela cidade. Ate tirei esta foto de um menu que eh para copiar as receitas. Eh uma delicia! Os ingleses tambem gostam, mas na Irlanda isso eh meio febre.


Por enquanto tenho feito em casa uma de salmao defumado e mussarela de bufala (essa ai do lado).


Saindo do aeroporto, fui tentar descobrir qual onibus pegar para chegar ao centro da cidade. Perguntei a um motorista, ja esperando uma resposta mau-humorada tipica da classe. E ele: “Voce quer a maneira mais barata porem mais demorada, ou a mais rapida e mais cara?”. Pronto, mais um que queria entabular uma conversa.

Acabei pegando o onibus um pouco mais caro porque estava sem paciencia para procurar pelo mais barato. Perguntei para o motorista se ele podia me avisar quando chegasse em “Merchands Quay”, que era onde ficava o meu albergue. Ele perguntou meu nome (para que, meu Deus, saber meu nome?) e disse que sim, que me avisaria.

15 minutos depois eu ouco o motorista falando algo, mas desencanei. Em seguida eu escuto o fdp falando no microfone (sim, o onibus tinha um sistema de som) para TODO MUNDO ouvir “Vanessa, voce esta dormindo? Acorda! Aqui fica o seu hotel”. Que vergonha! Hahahaha.
Respondida, entao, a questao do porque ele queria saber o meu nome.

Isso tudo acontecendo e ainda eram 8 da manha...
Chegando na recepcao do albergue, dou de cara com isso:

Sinceridade pouca eh bobagem.


De resto, a Irlanda eh cheia de cultura (varios museus dedicados a seus escritores: Oscar Wilde, James Joyce, Bernard Shaw, a maioria deles, ironicamente, deixou a terra natal para tras), de pessoas expansivas, de pubs e bebados, e de historia.

Se eu tivesse ido com um bando de gente, com certeza eu me divertiria horrores. Dublin eh uma cidade para ir com amigos. E muitos deles, se possivel. Mas eu estava soh, o que foi uma pena. Mas claro que valeu.


Ah! O tempo melhorou.

E para finalizar, uma dancinha irlandesa que eu mesma filmei. Obrigatorio ver (com som)!

Fotos no Flickr.

Monday, August 18, 2008

Signal Failure? Not really.

Sabe quando o metrô pára por alguma pane e todo mundo fala que não houve pane alguma e que, na verdade, alguém se jogou na frente de um trem? E que o metrô tenta abafar todos os casos?

Eu sempre achei que isto era uma lenda urbana. Se alguém tivesse mesmo caído nos trilhos, todo mundo ficaria sabendo.

Aqui na Inglaterra também existe este mito. Sempre que o metrô atrasa devido a "signal failure" as pessoas dizem que alguém se matou (geralmente são brasileiros que vêm com esta historinha).

Mas esta semana eu descobri que eu estava certa. Pelo menos aqui, é lenda urbana. Quando alguém pula nos trilhos eles não têm o menor pudor em dizer a verdade nua e crua.

Vejam só o que estava anunciado na estação perto da minha casa, no sábado passado:

Thursday, August 14, 2008

Nomes

Uma coisa que me enlouquece na Inglaterra são os nomes e sobrenomes daqui. Muitas vezes eu não consigo entender... ou melhor, não quero acreditar que estou ouvindo o que estou ouvindo porque os acho absurdos. Exemplos reais de sobrenomes:

Whitehead (Cabeça Branca)
Steel (Aço, e tem a mesma pronúncia que Steal, que quer dizer roubar, como vou diferenciar se a pessoa se chama John Aço ou John Roubar?)
Innocent (Inocente)
Cave (Caverna)
Reason (Razão)
Porter (Porteiro)
Cotton (Algodão)
Beard (Barba, e este sobrenome é de uma mulher!)

Agora imaginem em português: Mariana Cabeça Branca, Ana Aço, João Inocente, José Caverna, Dona Maria Razão, Antônio Porteiro, Luiz Algodão e Joana Barba. Lindo.

Pequenez

Estou digitando uma lista de contatos aqui no trabalho e me deparo a toda hora com nomes de cidades como "Rochdale", "Staffordshire", "Cheshire". Dá até agonia imaginar o tamanho destas vilas. E a Europa é absolutamente cheia delas. Até cidades como Londres não são tão grandes assim, mas ao menos é possível ser um anônimo por aqui.

Monday, August 04, 2008

Mais um casamento

E neste fim de semana fui a mais um casamento inglês. Desta vez fui só para a parte final: a festa. Os casamentos aqui são, geralmente, divididos em três partes. A cerimônia na igreja ou no cartório, o jantar e a festa. Para a cerimônia e jantar apenas os mais próximos são convidados e, para a festa, vai todo mundo: os mais próximos e os não tão próximos. Mais ou menos o contrário do que acontece no Brasil, onde todo mundo vai a igreja, mas só uma parte vai a festa - por contenção de gastos, hahahaha. Como não sou tão amiga do noivo (ele é meu colega de trabalho), fui convidada apenas para a festa. No escritório, apenas a chefe foi convidada para todas as partes. Não acho a festa mais legal do que o jantar (a comida é a minha parte preferida), mas é melhor do que a (sempre meio chata) cerimônia, com certeza. Mas foi uma pena eu ter perdido os discursos, eles acontecem ou durante a cerimônia, quando ela é realizada no cartório, ou durante jantar, e são geralmente bem divertidos. Neste casamento até a noiva discursou.

Abaixo, algumas fotinhas.

Os noivos
Reparem nas noivinhas (fofas) e nas damas de honra (bem “grandonas”, todas vestidas de verde, no fundo).



















A igreja





















Minha chefa, Paula, um amor de pessoa. Reparem no estilo inglesão dela hehehe.(apesar de que a familia materna dela é finlandesa).
Adorei o chapéu combinando com o “scarf”.




















Na foto abaixo, da esquerda para a direita: Goulla e o namorado. Goulla trabalha no escritório conosco, é inglesa mas de família proveniente do Chipre (sim, existem pessoas no Chipre! E eu achava que era uma lenda urbana, como País de Gales, Mônaco e Liechtenstein!); Paula, minha chefa, Jassiara e Brett, o marido australiano (a Jassiara é a minha amiga que saiu do emprego e me indicou para ficar no lugar), eu e meu vestido lindo, e Michael, o noivo.















E o mais fenomenal da festa foi este menino de uns três anos que dançou a noite INTEIRA, ocupando TODA a pista de dança. Até dançar e cantar com a banda ele foi (ele fingia ter um microfone na mão). E totalmente independente, o pai estava em um canto tirando fotos e a mãe em algum lugar por ali.















Sunday, May 25, 2008

O mundo está aqui


Uma das coisas mais fenomenais de Londres eh a sua capacidade de - com o perdao do trocadilho - englobar o globo.

Terca-feira passada fui a uma festa de aniversario e, out of the blue, como dizem os ingleses, me vi cercada por ingleses, brasileiros, poloneses, uma eslovaca e (incrivel), uma iraniana. Ontem, fiquei horas conversando com duas amigas, uma tcheca e uma polonesa.

Ter o mundo aos seus pes nao tem preco.